Fim de jogo para o InterBand 2015

Por: Alexia Finkelstein

O InterBand chegou ao fim, mas as alterações criadas neste ano foram tão benéficas que aparentemente farão parte do campeonato para as próximas edições – caso a avaliação da competição seja positiva, lembra o coordenador Carlos De Simone. “Gostamos muito do campeonato desse ano! Várias escolas também elogiaram nossas alterações, elas realmente trouxeram um nível técnico melhor às partidas”, afirmou o coordenador De Simone. Mas o que mudou?

Foram diversos os aspectos que foram alterados nesse ano em relação ao ano passado e, ao que tudo indica, foram mudanças positivas. A começar pelas novidades principais: no formato da competição. Antes, eke era baseado em 2 chaves, contando com 8 equipes para cada categoria, que jogavam no máximo 4 partidas. Agora, há apenas uma chave, com 4 equipes, e obrigatoriamente 4 partidas.

O que todos os professores – inclusive os de outras escolas – concordam é que a qualidade técnica do campeonato melhorou. Isso se dá tanto pela maior competitividade das escolas que vieram esse ano, quanto pelo menor estresse das equipes. Antes, era necessário que o time vencesse praticamente todas as partidas que participasse para conseguir chegar às finais. Agora, no geral, a equipe precisa ganhar 2 das 3 partidas anteriores à final. Isso traz mais tranquilidade ao time e, muitas vezes, possibilita que todos os atletas joguem. “Muitas vezes, como a escola não pode perder, traz só os atletas que espera que se sairão melhor durante as partidas, o que nem sempre acontece. Também temos que pensar que nesse estresse, muitos jogadores que podiam se sair muito bem não tinham a oportunidade de jogar”, explicou o técnico Paulo Godoi.

Outro fator decorrente da mudança no formato da competição foi que passaram a ocorrer menos jogos ao mesmo tempo. Isso liberou a quadra 2, que foi utilizada apenas em um dia no campeonato inteiro. “A quadra 2 é bem larga, e isso pode vir a diminuir a qualidade dos jogos. Além disso, seu liberação garantiu espaço para que os atletas do Bandeirantes treinassem. Antes eles chegavam das férias e quase não tinham espaço – ou tempo para se preparar”, completou o treinador.

Passando a explorar outras alterações, mais um aspecto que vale a pena ser mencionado é o uso da câmera. Antes, o Bandeirantes contratava profissionais para fotografar o evento, mas agora são os próprios professores de educação física que realizam essa função. “Um profissional da área sabe quando esperar uma cesta, um gol ou quando haverá uma boa jogada em si, e se tem afinidade com fotografia, consegue fazer um serviço muito melhor”, explicou a professora Daniela Godoi. E de fato, neste ano, a professora Claudia Cris vinha sendo a fotógrafa da equipe.

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Outra inovação é o destino dessas fotos: agora, elas não foram postadas só ao site, mas também passaram a ser expostas em vídeos a partir de uma TV disponibilizada nos últimos dias da competição. Nela, eram exibidas imagens das partidas que renderam as vitórias para as equipes premiadas. Os atletas podiam assistí-las enquanto esperavam sua medalha. “O legal é que antes havia uma seleção das fotos, mas esse ano não precisa: as fotos já vem no formato que queremos, e aprendemos a redimensionar as fotos muito mais rápido; o que facilita demais o seu compartilhamento”, acrescentou Paulo Godoi.

Finalmente, vale comentar sobre a filmagem das partidas. O Periscope foi uma mudança implementada pelo professor Paulo Godoi e, agora, todas as partidas são filmadas e transmitidas em tempo real. “Mas além disso, houve um dia em que contratamos profissionais da Ucan para filmar os jogos do Band, que eram disponibilizados online para os alunos”, contou o professor.