Fechando com chave de prata

Por Ricardo Barcellos

Todas as finais do InterBand, do futebol e handebol ao vôlei, foram emocionantes. Talvez, a do basquete juvenil masculino, que aconteceu no sábado (03), entre o Colégio Bandeirantes e o Mackenzie foi uma das mais disputadas.

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O Band começou com o pé direito. A equipe terminou o primeiro tempo com dois pontos de vantagem sobre o Mackenzie, graças às habilidades dos jogadores bandeirantinos. O placar desta etapa foi de 19 a 17 para o Band.

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Para desespero da torcida do Band, no segundo tempo, o time rival conquistou uma virada inesperada. Mesmo com o esforço da equipe da casa, o placar final do jogo foi de 37 para o Mackenzie e 26 para o Band.

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Independente do resultado, devemos sempre lembrar que, na vida, existem dias de vitória e outros de derrota. A amizade deve sempre ser mais forte do que a rivalidade.

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Jogada de velocidade

Por Nicole Grossmann

E quando tudo acontece tão rapidamente durante os jogos, não vemos nem o ping e nem o pong dada tamanha velocidade assumida pela bolinha, que inicia seu movimento com leveza ao ser empurrada pelas pequenas raquetes específicas da modalidade. No campeonato de tênis de mesa, o mais impressionante é o veloz reflexo dos participantes, que agilmente rebatem e impedem o adversário de marcar um ponto.

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Às vezes, a pressão é tão grande que o psicológico fica afetado. Em um jogo de pontuação pequena com rápida eliminação, qualquer bola perdida é muito. Muitas vezes, a própria torcida perde a conta do placar. Ainda assim, no meio de tamanha agitação, seguem empolgados incentivando os jovens atletas. O importante é vibrar!!

Santa Cruz vence Pinheiro em um jogo de handebol marcado por incertezas e emoções

Por Lucca Marqueti

Em meio ao repentino calor da tarde de terça-feira (30), os colégios Santa Cruz e Pinheiro enfrentaram-se na semifinal do handebol masculino. O jogo, disputado entre duas equipes fortíssimas, caracterizou-se pela notável determinação e vontade de ambos os times, resultando em diversos momentos de empate.

Goleiro do Santa Cruz ao observar o decorrer da disputa.

Goleiro do Santa Cruz ao observar o decorrer da disputa.

No final do segundo tempo, faltando apenas um segundo para acabar a partida, uma falta foi marcada pertinho da área do Santa. O placar naquele momento era de 19 a 18 para este time. Infelizmente para alguns e felizmente para outros, o jogador do Pinheiro não teve a sorte necessária para fazer o gol. Para uma torcedora do Santa Cruz, a partida foi “muito nervosa”.”Poderíamos ter ido muito melhor”, afirmou a menina.

Jogador do Pinheiro cobra falta que levaria a partida ao empate

Jogador do Pinheiro cobra falta que levaria a partida ao empate

Com o pôr do sol que recaía sobre os arranha-céus da selva de pedra após o jogo, o sonho pelo primeiro lugar se põe para o colégio Pinheiro.

Atleta inspira atleta

Por Isabela Sobrosa

Essa edição dos Jogos Olímpicos foi fechada com chave de ouro no domingo (21), deixando para o Brasil muitas histórias de superação e determinação que inspiraram a todos e nos contaminaram com o espírito esportivo.

Alvo desta inspiração foram também os nossos atletas do InterBand. Priscila Gomes, capitã do time juvenil de basquetebol, é muito dedicada ao esporte e conta que sua maior inspiração nesta edição das Olimpíadas foi a nadadora brasileira da maratona aquática, Ana Marcela Cunha. “A vida dela é treinar”, diz Priscila, entusiasmada.

Ana Marcela Cunha

Ana Marcela Cunha

Enquanto isso, Bruno Arruda, do futsal infantil, preza a solicitude de Neymar Jr perante o time. “Quando precisam dele, ele se joga e sabe muito bem o que fazer”, explica o estudante.

Neymar Jr.

Neymar Jr.

Já Paula Mantovanelli, jogadora de vôlei infantil, conta que se identifica muito com a atleta da mesma modalidade Fernanda Garay quando se trata de sua energia na quadra. Ambas se destacam por terem muita paixão pelo esporte e jogarem cada jogo com muita vontade e determinação.

Fernanda Garay

Fernanda Garay

Sem duvidas, os Jogos Olímpicos Rio 2016 inspiraram e deram uma força a mais para estes e muitos outros atletas ao longo do InterBand 2016.

Esporte no futuro

Por Matheus Nunes

Nesse sábado (20), aconteceu, no Colégio Bandeirantes, o BandPro. Trata-se de um evento que traz várias faculdades e palestrantes para auxiliar os estudantes na escolha da universidade e para tirar dúvidas de todos os convidados que tiverem interesse em suas respectivas faculdades.

O BandPro, neste ano, foi realizado em um dia com 23 jogos do InterBand e as partidas não impediram os jogadores de subirem as escadas do Band e procurarem seus sonhos profissionais fora de quadra.

O esporte pode ser uma possível profissão para alguns e um passa-tempo para outros. Este fim de semana foi perfeito para jogadores de cerca de 13 colégios terem a oportunidade de entrarem em salas com seus amigos, fazerem perguntas, ganharem brindes e ouvirem explicações sobre seu futuro.

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Algumas alunas do Bandeirantes falaram um pouco sobre o esporte no futuro de suas vidas. “Certamente, o esporte fará parte do meu futuro, mesmo que não no nivel profissional, já que ele sempre ajudou a me acalmar e a enxergar melhor meus problemas”, comentou Isabela Parizotto, jogadora de futebol e vôlei infantil. “Ao entrar no Bandeirantes, optei por entrar na faculdade ao invés de investir em um esporte. Já vi o vôlei como um meio de viver a minha vida, mas hoje é o meu melhor passa tempo”, contou Malika Machado, jogadora de vôlei infantil. “Vejo o esporte no meu futuro, com certeza. Não o handebol, que é o que eu jogo pelo colégio, mas o hipismo. Eu penso, às vezes, em seguir carreira, porém sempre continuando com o estudo, com uma faculdade. O Bandpro só me incentivou mais a escolher o curso que já pensava em fazer”, compartilhou Carolina Nascimento, goleira de Handebol Infantil.

Vermelho, preto e branco

Por Maria Eugênia Correa

Para algumas culturas, as cores de sua bandeira carregam uma simbologia: memorias, sentimentos, orgulho, aspectos culturais e até mesmo referência fisica e geográfica. Quando um país, estado da federação ou mesmo os municípios criam suas bandeiras acabam retratando as suas crenças, seus princípios e ideais, representando a sua sociedade, um grupo de pessoas que levam a sua identidade.

Trata-se de um símbolo visual que se faz presente sem depender de palavras. Basta que apareça e automaticamente leva o cidadão a lembrar do seu país e à memória de seu povo. Cores e a bandeira estão ligadas entre si.

Assim como outras escolas, o Colégio Bandeirantes também tem sua bandeira, as cores que o representam estampadas nos uniformes de nossos atletas. Vermelho, preto e branco retratam as cores do Estado de São Paulo, cujo nome – os Bandeirantes – nos lembra nossa história. O vermelho representa a força, energia, amor, poder, liderança. O preto significa poder,modernidade. E finalmente o branco que significa paz, simplicidade e união.

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Coincidentemente, e somente como curiosidade, o fundador do Colégio Bandeirantes, antigo Ginásio Bandeirantes, Sr. Antonio de Carvalho Aguiar, teve nas cores da sua escola a lembrança do seu time de coração, Sao Paulo Futebol Clube, que por sua vez também homenageou o Estado de Sao Paulo.

Dessa forma, independentemente do lugar, do momento e da situação, todas as vezes em que vemos as cores preto, vermelho e branco sentimos mais próximos do nosso Colégio Bandeirantes. Se for num jogo, nosso coração até bate mais forte na certeza de estarmos defendendo a nossa bandeira.

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Dos benefícios psicológicos aos benefícios físicos

Por Nicole Grossmann

Como em toda competição esportiva, os participantes sentem uma ansiedade que vai sendo controlada com treino e o costume de jogos. No caso do InterBand, a maioria dos atletas começa o campeonato com um grau de nervosismo alto, que vai diminuindo com a frequência das partidas. Com este controle emocional, podemos conseguir nos manter calmos até mesmo em provas e em outros momentos desgastantes da nossa vida.

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Fisicamente, os beneficios do esporte são muitos também. Eles vão desde a maior oxigenação cerebral, o que reduz as chances de desenvolvimento de diversas doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer, até a diminuição de problemas como diabetes, hipertensão e altos níveis de triglicérides. Além disso, novos estudos vem comprovando a eficácia do esporte no combate de stress e ansiedade. Antigamente, estes aspectos não eram relacionados com o exercício. Risadas e amigos são essenciais para o tratamento de diversas doenças, e essas são duas coisas que não faltam nas partidas, mesmo na plateia ou bastidores.

Os reencontros do InterBand

Por Beatriz Moreira

O InterBand é um evento esportivo que ocorre todos os anos no Colégio Bandeirantes, no mês de agosto. O campeonato reúne sempre diversas escolas. Os participantes são alunos que fazem parte do time que representa sua instituição. Não é incomum que um mesmo estudante participe da competição em mais de uma edição. Vale lembrar que as modalidades se dividem por idade: pré-mirim, mirim, infantil e juvenil.

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Além da competição esportiva, o InterBand é um espaço que promove a interação entre os atletas. Antes dos jogos começarem, todos têm tempo de conversar uns com os outros, tornando o ambiente mais agradável e tranquilo, diminuindo a pressão e ansiedade dos competidores. Por conta da participação recorrente de alguns atletas, muitos alunos já se conhecem e quando jogam, mesmo que competindo, também ficam felizes com os reencontros. Assim, os jogos ficam mais divertidos e todos têm mais uma razão para aguardar ansiosamente pela competição no ano seguinte!

O poder das arquibancadas

Por Isabela Sobrosa

Pela primeira vez na história, as Olimpíadas são no Brasil. Ao mesmo tempo, acontece o nosso campeonato, o Interband. Esse espírito esportivo que os Jogos Olímpicos trazem deixa todos conectados aos esportes, tanto no conforto do sofá quanto nas agitadas arquibancadas, e, com certeza, torna o campeonato bandeirantino ainda mais especial.

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Os brasileiros são conhecidos por sua incansável animação, característica que está muito presente em cada evento esportivo desta edição olímpica. Essa emoção também se mostra assiduamente nas partidas do InterBand, tanto para o time da casa quanto para o time visitante, e, sem dúvida, interfere muito na quadra. “A torcida levanta o time em momentos de tensão no jogo, faz os jogadores darem um esforço a mais quando preciso”, conta Artur Arouca, atleta do futsal. Além do incentivo, a arquibancada ajuda o atleta a não perder a cabeça, explica Daniela Sampaio, do basquetebol. “Quando estou nervosa ou brava porque estamos perdendo, a torcida dá uma força para eu não perder o foco nem desistir”, detalha a atleta.

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Por outro lado, os gritos de incentivo para o time oponente podem comprometer a atenção e o desempenho dos atletas, como conta Sianna Baron, do basquetebol. “Às vezes, eu me sinto com a obrigação de provar para a torcida dos adversários que nosso time também é capaz de jogar muito bem, o que normalmente não dá certo, pois me deixa mais nervosa”, exemplifica.

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O importante é que, no final da partida, a torcida sempre estará lá, seja na alegria ou na tristeza, para parabenizar o desempenho dos atletas.

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É a vez das mulheres

Por Beatriz Lazari

O InterBand esse ano está ainda mais especial. O motivo é que o evento está ocorrendo ao mesmo tempo que os Jogos Olímpicos Rio 2016. Neste cenário, vem chamando a atenção de muitos usuários nas redes sociais a junção dos esportes com uma outra pauta que também está muito em alta: a luta pelos direitos das mulheres.

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Na Olimpíada de 2016, vemos um destaque das mulheres em algumas modalidades. No vôlei, no futebol, no judô e em muitos outros. Uma das atletas de destaque é Marta, que já foi eleita 5 vezes a melhor jogadora de futebol do mundo e já marcou muito mais gols pela seleção do que o Neymar, por exemplo. Outra é Rafaela Silva, uma mulher negra, que veio da periferia e que é lutadora de judô. E ainda temos Simone Biles, que para muitos é a maior ginasta de todos os tempos.

Com a crescente luta das mulheres por seu espaço e seus direitos, essas conquitas olímpicas ficaram ainda mais visiveis na mídia e aos olhos dos espectadores. Isso é a representatividade da mulher em um universo bastante machista que é o universo dos esportes. A ideia de que a mulher é fraca e incapacitada para atividades físicas caiu por terra.

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Tendo isso em mente, entrevistamos mulheres que participam do InterBand para ouvir suas opiniões sobre o assunto. “O homem pensa que ele pode, que ele consegue e a mulher tem que pensar igual. O machismo existe e não tem como negar. Mas o fato de ele existir faz com que a gente seja mais forte. Isso faz com que nós tenhamos mais garra, mais vontade de ganhar e mais confiança. Eu acredito que no esporte, seja mulher ou homem, não existe barreira pra ninguém”, explicou a treinadora do time de voleibol infantil feminino do Band.

“As mulheres estão dando tudo de si. Por exemplo, as meninas do futebol. Elas já ganharam nessa Olimpíada, estão fazendo de tudo pra ganhar, e o masculino chegou um pouco morno, achando que já estava fácil”, acrescentou Malika, uma jogadora do time. “Cada vez mais as mulheres estão ganhando espaço na sociedade. E as Olimpíadas estão mostrando que as mulheres servem sim para o esporte e não só pra ficar em casa. Nós podemos conquistar o que nós quisermos”, concluiu a atleta.

No final, o evento, que tem um destaque bastante grande no âmbito nacional e no internacional, veio para dar mais poder a essas pessoas que estão em uma luta diária para terem o reconhecimento que merecem. Por isso, eventos esportivos são tão importantes não só para espalhar por aí um significado muito lindo de união e incentivar a pratica de atividades físicas, mas também para serem palco de luta e resistência para quem precisa ser visto. E este ano é a vez das mulheres.

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