Vermelho, preto e branco

Por Maria Eugênia Correa

Para algumas culturas, as cores de sua bandeira carregam uma simbologia: memorias, sentimentos, orgulho, aspectos culturais e até mesmo referência fisica e geográfica. Quando um país, estado da federação ou mesmo os municípios criam suas bandeiras acabam retratando as suas crenças, seus princípios e ideais, representando a sua sociedade, um grupo de pessoas que levam a sua identidade.

Trata-se de um símbolo visual que se faz presente sem depender de palavras. Basta que apareça e automaticamente leva o cidadão a lembrar do seu país e à memória de seu povo. Cores e a bandeira estão ligadas entre si.

Assim como outras escolas, o Colégio Bandeirantes também tem sua bandeira, as cores que o representam estampadas nos uniformes de nossos atletas. Vermelho, preto e branco retratam as cores do Estado de São Paulo, cujo nome – os Bandeirantes – nos lembra nossa história. O vermelho representa a força, energia, amor, poder, liderança. O preto significa poder,modernidade. E finalmente o branco que significa paz, simplicidade e união.

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Coincidentemente, e somente como curiosidade, o fundador do Colégio Bandeirantes, antigo Ginásio Bandeirantes, Sr. Antonio de Carvalho Aguiar, teve nas cores da sua escola a lembrança do seu time de coração, Sao Paulo Futebol Clube, que por sua vez também homenageou o Estado de Sao Paulo.

Dessa forma, independentemente do lugar, do momento e da situação, todas as vezes em que vemos as cores preto, vermelho e branco sentimos mais próximos do nosso Colégio Bandeirantes. Se for num jogo, nosso coração até bate mais forte na certeza de estarmos defendendo a nossa bandeira.

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Dos benefícios psicológicos aos benefícios físicos

Por Nicole Grossmann

Como em toda competição esportiva, os participantes sentem uma ansiedade que vai sendo controlada com treino e o costume de jogos. No caso do InterBand, a maioria dos atletas começa o campeonato com um grau de nervosismo alto, que vai diminuindo com a frequência das partidas. Com este controle emocional, podemos conseguir nos manter calmos até mesmo em provas e em outros momentos desgastantes da nossa vida.

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Fisicamente, os beneficios do esporte são muitos também. Eles vão desde a maior oxigenação cerebral, o que reduz as chances de desenvolvimento de diversas doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer, até a diminuição de problemas como diabetes, hipertensão e altos níveis de triglicérides. Além disso, novos estudos vem comprovando a eficácia do esporte no combate de stress e ansiedade. Antigamente, estes aspectos não eram relacionados com o exercício. Risadas e amigos são essenciais para o tratamento de diversas doenças, e essas são duas coisas que não faltam nas partidas, mesmo na plateia ou bastidores.

Os reencontros do InterBand

Por Beatriz Moreira

O InterBand é um evento esportivo que ocorre todos os anos no Colégio Bandeirantes, no mês de agosto. O campeonato reúne sempre diversas escolas. Os participantes são alunos que fazem parte do time que representa sua instituição. Não é incomum que um mesmo estudante participe da competição em mais de uma edição. Vale lembrar que as modalidades se dividem por idade: pré-mirim, mirim, infantil e juvenil.

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Além da competição esportiva, o InterBand é um espaço que promove a interação entre os atletas. Antes dos jogos começarem, todos têm tempo de conversar uns com os outros, tornando o ambiente mais agradável e tranquilo, diminuindo a pressão e ansiedade dos competidores. Por conta da participação recorrente de alguns atletas, muitos alunos já se conhecem e quando jogam, mesmo que competindo, também ficam felizes com os reencontros. Assim, os jogos ficam mais divertidos e todos têm mais uma razão para aguardar ansiosamente pela competição no ano seguinte!

O poder das arquibancadas

Por Isabela Sobrosa

Pela primeira vez na história, as Olimpíadas são no Brasil. Ao mesmo tempo, acontece o nosso campeonato, o Interband. Esse espírito esportivo que os Jogos Olímpicos trazem deixa todos conectados aos esportes, tanto no conforto do sofá quanto nas agitadas arquibancadas, e, com certeza, torna o campeonato bandeirantino ainda mais especial.

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Os brasileiros são conhecidos por sua incansável animação, característica que está muito presente em cada evento esportivo desta edição olímpica. Essa emoção também se mostra assiduamente nas partidas do InterBand, tanto para o time da casa quanto para o time visitante, e, sem dúvida, interfere muito na quadra. “A torcida levanta o time em momentos de tensão no jogo, faz os jogadores darem um esforço a mais quando preciso”, conta Artur Arouca, atleta do futsal. Além do incentivo, a arquibancada ajuda o atleta a não perder a cabeça, explica Daniela Sampaio, do basquetebol. “Quando estou nervosa ou brava porque estamos perdendo, a torcida dá uma força para eu não perder o foco nem desistir”, detalha a atleta.

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Por outro lado, os gritos de incentivo para o time oponente podem comprometer a atenção e o desempenho dos atletas, como conta Sianna Baron, do basquetebol. “Às vezes, eu me sinto com a obrigação de provar para a torcida dos adversários que nosso time também é capaz de jogar muito bem, o que normalmente não dá certo, pois me deixa mais nervosa”, exemplifica.

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O importante é que, no final da partida, a torcida sempre estará lá, seja na alegria ou na tristeza, para parabenizar o desempenho dos atletas.

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É a vez das mulheres

Por Beatriz Lazari

O InterBand esse ano está ainda mais especial. O motivo é que o evento está ocorrendo ao mesmo tempo que os Jogos Olímpicos Rio 2016. Neste cenário, vem chamando a atenção de muitos usuários nas redes sociais a junção dos esportes com uma outra pauta que também está muito em alta: a luta pelos direitos das mulheres.

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Na Olimpíada de 2016, vemos um destaque das mulheres em algumas modalidades. No vôlei, no futebol, no judô e em muitos outros. Uma das atletas de destaque é Marta, que já foi eleita 5 vezes a melhor jogadora de futebol do mundo e já marcou muito mais gols pela seleção do que o Neymar, por exemplo. Outra é Rafaela Silva, uma mulher negra, que veio da periferia e que é lutadora de judô. E ainda temos Simone Biles, que para muitos é a maior ginasta de todos os tempos.

Com a crescente luta das mulheres por seu espaço e seus direitos, essas conquitas olímpicas ficaram ainda mais visiveis na mídia e aos olhos dos espectadores. Isso é a representatividade da mulher em um universo bastante machista que é o universo dos esportes. A ideia de que a mulher é fraca e incapacitada para atividades físicas caiu por terra.

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Tendo isso em mente, entrevistamos mulheres que participam do InterBand para ouvir suas opiniões sobre o assunto. “O homem pensa que ele pode, que ele consegue e a mulher tem que pensar igual. O machismo existe e não tem como negar. Mas o fato de ele existir faz com que a gente seja mais forte. Isso faz com que nós tenhamos mais garra, mais vontade de ganhar e mais confiança. Eu acredito que no esporte, seja mulher ou homem, não existe barreira pra ninguém”, explicou a treinadora do time de voleibol infantil feminino do Band.

“As mulheres estão dando tudo de si. Por exemplo, as meninas do futebol. Elas já ganharam nessa Olimpíada, estão fazendo de tudo pra ganhar, e o masculino chegou um pouco morno, achando que já estava fácil”, acrescentou Malika, uma jogadora do time. “Cada vez mais as mulheres estão ganhando espaço na sociedade. E as Olimpíadas estão mostrando que as mulheres servem sim para o esporte e não só pra ficar em casa. Nós podemos conquistar o que nós quisermos”, concluiu a atleta.

No final, o evento, que tem um destaque bastante grande no âmbito nacional e no internacional, veio para dar mais poder a essas pessoas que estão em uma luta diária para terem o reconhecimento que merecem. Por isso, eventos esportivos são tão importantes não só para espalhar por aí um significado muito lindo de união e incentivar a pratica de atividades físicas, mas também para serem palco de luta e resistência para quem precisa ser visto. E este ano é a vez das mulheres.

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Ex-aluno do Band faz história e joga pela seleção brasileira de handebol nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Por Beatriz Ishikawa, Laura Salzedas e Maria Eugênia Correa

Nessa quinta (11), tivemos o grande prazer de conversar não só com um grande atleta olímpico, mas também com um ex-aluno do Band, o jogador de handebol Oswaldo Guimarães.

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Ocupado com os jogos e com toda a concentração que é preciso ter quando se joga uma Olimpíada, o atleta cedeu um pouco de seu tempo para nós, em uma entrevista exclusiva.

Para começar, perguntamos como foi sua trajetória até o handebol profissional. Sua jornada começou em 2000, quando ainda estava na 5ª série, no Colégio Santa Marcelina, onde começou a jogar. No final de 2002, foi para o Esporte Clube Pinheiros, onde passou por todas as categorias de base do clube e da seleção. Oswaldo jamais interrompeu seus estudos e, em 2013, se formou na Escola Politécnica da USP, que ministra aulas de engenharia. No ano seguinte, se transferiu para o Villa de Aranda da Espanha, onde jogou por 3 temporadas. Após o término dos Jogos Olímpicos, Oswaldo nos contou que se apresentará em Anaitasuna, equipe também da liga espanhola.

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Curiosas, perguntamos quando ele percebeu que era aquilo que ele queria e se seus pais aceitaram sua escolha pelo esporte profissional. Oswaldo explicou que tudo foi acontecendo muito naturalmente e que sempre gostou de praticar esportes. Foi por isso nunca largou as quadras. O destino fez com que esse gosto virasse profissão. Segundo o atleta, seus pais nunca o forçaram a praticar nem a desistir. Eles percebiam que aquilo fazia bem para Oswaldo. Assim, eles sempre o apoiaram. A sua única exigência era que o filho nunca deixasse de estudar.

Falando dos dias atuais e do resultado de tanto esforço, perguntamos como está sendo participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016, especialmente por o evento estar acontecendo aqui no Brasil. Oswaldo nos disse que isso sempre foi seu sonho, principalmente desde que chegou no Pinheiros e viu os atletas da categoria adulta chegando de Atenas, em 2004. Assim, o desejo de fazer parte de uma Olimpíada sempre esteve presente, mas que foi só nos últimos 4 anos que ele viu que esse sonho poderia se tornar realidade. Revelou ainda que jogar em casa está sendo incrível, já que o ginásio lotado em todos os jogos e a força da torcida estão fazendo diferença! Eles nos contou que a sensação é indiscritível.

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Pensando em políticas públicas, perguntamos como o atleta acha que o esporte pode ser cada vez mais apoiado no Brasil. Ele respondeu que acredita que o esporte pode ser usado como política social de inclusão e de incentivo a educação.

Por fim, pedimos para que deixasse uma mensagem para os alunos do Band. “Gostaria de dizer aos alunos que se dediquem sempre aos estudos, mas que não deixem de fazer aquilo que gostam e lhes faz bem. Há tempo para fazer de tudo e o importante é saber o momento de cada coisa!”, aconselhou Oswaldo.

Dessa forma, nossa entrevista chegou ao fim. Foi uma grande oportunidade conversar com um atleta olímpico e ex-aluno do Band. Ao Oswaldo, nosso mais sincero obrigada. Nós da equipe da Cobertura Interband desejamos o melhor para você e para a seleção masculina de handebol! Aos atletas que disputam o InterBand, esperamos que esta história seja um exemplo e motive a busca dos seus objetivos!

InterBand 2016 abre as atividades do segundo semestre

Foram meses de árduos treinamentos, para que, do dia 6 de agosto até o dia 3 de setembro, seja disputado um dos maiores campeonatos esportivos interescolares de São Paulo, o InterBand 2016. O Band ganha animação extra durante os dias de competição.

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Em sua 20.a edição, trinta e cinco escolas disputarão medalhas em cinco modalidades: Futsal, Basquetebol, Handebol, Voleibol e Tênis de Mesa. Todas elas serão competidas nas categorias pré-mirim, mirim, infantil e juvenil. O Tênis de Mesa compete com equipes mistas em gênero.

Como é tradição no evento, os alunos do Idade Mídia e Open City formarão um time de repórteres. Além do resultado dos jogos, fotos e vídeos sobre o que acontece em tempo real, textos sobre os bastidores da competição e curiosidades poderão ser encontrados na página do Facebook, Twitter ou no blog do InterBand.

Para mais informações, como o chaveamento, regulamento e todas as escolas participantes clique aqui.

O InterBand também é das Silva

Por Nicole Grossmann e Ricardo Barcellos

Para quem não sabe quem é a Andréia Silva: ela é uma das árbitras mais importantes do Brasil, representando o nosso país na arbitragem internacional desde 2011. Nestes últimos anos ela já participou de diversos torneios, um deles foi a Copa América Pré-mundial da Venezuela em 2013.

Para mais informações sobre a árbitra e sua visão nos jogos infantis de basquete, entrevistamos ela. Você confere as respostas a seguir.

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Conte-nos um pouco do seu trabalho, de todos os torneios que você já foi, dos mundiais que você participou.
Andréia: Tenho dezesseis anos de arbitragem e sou árbitra internacional há cinco anos. Conheço mais de dezesseis países. Fui para mundiais, pré-olímpicos. Conheci a República Checa, Canadá, Argentina, Venezuela, Colômbia. Enfim, vários países.

Como é apitar jogos de crianças que talvez um dia se tornem grandes atletas?
A: Aqui nós temos que ser educadores, não podemos aplicar as regras como a FIBA determina, pois eles ainda estão assimilando se querem jogar basquete, vôlei, futebol. Então, a arbitragem esta sendo pedagógica.

Para o InterBand é um prazer contar com uma arbitragem tão experiente. Certamente, os atletas têm muito a aprender com a experiência da Andréia Silva.

A magia por trás das grandes partidas

Por Nicole Grossmann e Matheus Nunes

Na hora do jogo, sempre sentimos o ar carregado no campo e na torcida com uma tensão agoniante. Isto acontece porque pensamos que todos aqueles sacríficios, como alimentação regrada e exaustivas horas de treino, precisam ter uma recompensa: a medalha de ouro. Entretanto, nos bastidores dos jogos, pode-se observar um aprendizado de convivência e tolerância muito grande, que na opinião de muitos já seria mais importante do que o melhor prêmio. No InterBand, podemos ver o início de várias novas amizades, mesmo entre pessoas de times adversários. Trata-se de um ganho tremendo pensando no longo-prazo e no poder de amizade duradoura.

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Muitos pensam que obrigatoriamente pessoas de times adversários precisam ser rivais, mas nesta competição se observa o contrário. A empatia em relação às perdas e ganhos prevalece em comparação com a competitividade para alguns. Nos bastidores, pouco se fala sobre a quadra, deixando de lado assuntos de campo para dar ênfase ao lado pessoal de cada jogador durante os papos com os novos conhecidos, o que evita discussões a que o papo sobre os jogos poderia levar.